No dia 21 de julho de 2025 o embaixador suiço Pietro Lazzeri, apresentou em uma reunião no auditório do museu Emílio Goeldi o programa Road To Belém, iniciativa que visa apresentar maneiras sustentáveis de prosperidade e desenvolvimento econômico. O projeto busca fortalecer a relação bilateral, construída ao longo de décadas, entre Brasil e Suécia, por meio de acordos de cooperação em áreas de conhecimento e tecnologia, manejo florestal, gestão de recursos hídricos, energias renováveis e até mesmo nanotecnologia. A proposta envolve instituições suíças como como a rede de Educação Swissnex, Swiss Business Hub, e empresas do setor privado, para fazer investimentos na região amazônica e no Brasil.
Entre os eventos que serão trazidos pelo programa está o NexBio Amazônia 2025, promovido pela Swissnex em parceria com a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), que reunirá startups e pesquisadores, tanto brasileiros como suíços, na ideia de que se criem novas maneiras eficientes e sustentáveis para melhorar as cadeias de produção, principalmente na bioeconomia amazônica.
Cenário de Tecnologia no Brasil
segundo o Índice de Prontidão Digita publicado pelo Portulans Institute, instituto apartidário e independente de pesquisa e educação sediado em Washington D.C., a Saïd Business School da Universidade de Oxford e em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Amazon Web Services (AWS), o Brasil ocupa atualmente a 44ª posição mundial em acesso à tecnologia, sendo o 3° colocado nas américas, atrás somente do Canadá e EUA, onde mostra um salto de 15 posições de 2019 a 2024. No pódio do ranking geral estão Estados Unidos, Cingapura e Finlândia.
O ranking foi montado a partir de pesquisas feitas em 121 países, com 62 indicadores sobre tecnologias em cada um destes, com quatro principais pilares de avaliação, sendo estes: Tecnologia: que avalia a infraestrutura para o acesso à tecnologia frente ao contexto global; Pessoas: avalia a aplicação de tecnologia da informação com base nos indivíduos e empresas; Governança: enfatiza a criação e a acessibilidade de estruturas que revigorem a economia em rede por meio de confiança, regulamentação e inclusão; E Impacto: Avalia as diversas ramificações do engajamento na economia em rede, com base na qualidade de vida, na economia e nas contribuições com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Cenário no Pará
Embora o Pará seja o terceiro maior polo industrial do Brasil, esse setor está altamente ligado a tecnologia de ponta, principalmente em se tratando de extração e exportação de minérios, em rankings de tecnologia o estado ainda se encontra muito atrás de estados como São Paulo ou Santa Catarina. No entanto, desde 2020 foi aprovado no estado a Lei Complementar n° 133, que busca reverter 20% de recursos da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) para atividades relativas a desenvolvimento científico e tecnológico ligados principalmente à área de desenvolvimento sustentável e qualidade de vida. Recentemente a SEDUC anunciou a distribuição de kits de tecnologia nas escolas por meio do programa Dinheiro na Escola Paraense, que garante autonomia de gestão dos recursos aplicados pelo estado na própria escola.
Conclusão
A diferença entre o potencial industrial do Pará e seu nível atual de desenvolvimento tecnológico reforça a relevância de iniciativas como o Road To Belém. Com a COP30 prevista para acontecer no estado e a participação de instituições suíças, o programa insere o Pará em um cenário estratégico para receber investimentos e ampliar projetos voltados à inovação e à sustentabilidade na Amazônia.

